Consultório de Psicologia Clínica, Psicoterapia e Psicanálise
Esta semana saiu uma notícia sobre arquivos da agência de espionagem norte-americana CIA que foram desclassificados. Trata-se do “Manual de Simples Sabotagem no Terreno: Serviços Estratégicos” um documento secreto que em 20 páginas explica as acções práticas que podem ser usadas por espiões de forma a causar todo o tipo de problemas no local de trabalho.
Ahhhhh… – podemos agora nós dizer – assim já percebo! Afinal não é o meu chefe que é incompetente, irresponsável ou injusto, é um 007 com Licença para Chatear! Eu e muito boa gente já teve e tem problemas no local de trabalho com personagens destas, não há como lhes escapar…
Agora podemos ficar descansados porque foi um plano dos americanos para tramarem a competitividade das empresas europeias, não é o seu chefe a tentar dar consigo em doido(a)! A julgar pelo estado das nossas empresas e outras instituições e das respectivas lideranças, parece que Portugal poderá ter sido um alvo prioritário da CIA. Podemos até pensar que podem ter começado connosco, assim como uma espécie de experiência piloto para replicar mais tarde em larga escala.
Olhemos para o manancial de estratégias, se considerar que isto acontece no seu trabalho partilhe este post e informe as autoridades competentes!
«Uma das sugestões da CIA é convocar reuniões a toda a hora e especialmente em momentos difíceis ou importantes. O documento recomenda ainda aos sabotadores que se “façam de estúpidos” e procurem “ser tão irritáveis e conflituosos quanto possível, sem se meterem em problemas”. Outra sugestão passa por saber de cor os regulamentos e lutar pela sua “aplicação até à última letra”. Sempre que haja alguma dificuldade, alguma dúvida, o melhor é tratar para que esta seja “estudada mais a fundo”, e para isso existem os comités. Estes devem contar com tantas pessoas quantas caibam na sala de reuniões, e nunca menos de cinco.
(…) o ponto-chave no esforço de sabotagem de uma empresa é tratar com grande simpatia os trabalhadores mais ineficientes, e não só isso mas, se lhe couber decidir, promovê-los. A injustiça é mesmo a norma operativa. Discriminar os trabalhadores mais competentes, descobrir aspectos insignificantes no seu trabalho para as apresentar como falhas. E a técnica que qualquer espião deve aperfeiçoar acima de todas as outras: espalhar rumores, inventar histórias que perturbem ao máximo as horas de trabalho. Qualquer suspeita ou intriga é boa se deixar as pessoas nervosas, se as agitar, se servir para retirar a sua concentração daquilo que devia ocupá-las.»*
Face a este fenómenos no trabalho diferentes personalidade tipo de personalidade reagem de forma diferente, vejamos algumas possibilidades:
Personalidade Depressiva: “Já meti o pé na poça, será que me vão despedir!”
Personalidade Psicopata: “Amanhã ponho-lhe um gato morto há nove dias na mala do carro para aprender a não me dar avaliações destas!”
Personalidade Masoquista: “Esforço-me tanto e trata-me assim, só eu para aturar isto!”
Personalidade Passivo-Agressiva: “Bom depois de promover a coqueluche cá do sítio que não faz nestum e me deixar na prateleira mais uma vez, só volto a trabalhar lá para 2016!”
É o caos nas organizações! Alegrem-se portugueses o vosso chefe afinal não é estúpido ou uma besta, é um espião com agenda! Espero que esta notícia seja debatida nas mais altas esferas do estado português de forma a poderem ser identificados os espiões!
A conclusão a retirar e que me deixa aliviado e com esperança no futuro, é que não somos um povo preguiçoso, improdutivo ou burro. Não temos líderes autocráticos, perversos-narcísicos, egoístas e tacanhos!
Somos é muito maus na contra-espionagem!
Alexandre Silva
*(Jornal ionline, 4-11–2015 – “Quando a CIA criou um guia simples para dar cabo do ambiente nas empresas europeias”) – http://www.ionline.pt/420311