Aii… as crises de ansiedade!

ansiedade

A ansiedade é constituinte do ser humano e é necessária para uma activação física e psicológica. No dia a dia, é necessário existir um nível mínimo de ansiedade para trabalharmos e realizarmos as nossas tarefas, apenas quando se torna muito intensa é que perturba o bem estar, sendo por isso patológica. A ansiedade normal é proporcional à ameaça, tem explicação em função do estímulo que a provoca e um carácter transitório e ocasional.

A ansiedade patológica provoca nas pessoas a chamada crise de ansiedade e, quando muito intensa pode configurar um verdadeiro ataque de pânico. É um episódio muito assustador e gera em quem o experimenta uma sensação de impotência muito forte. Numa situação destas a pessoa tem a ideia de que algo perigoso vai acontecer, algo desconhecido, o que leva a pessoa a  experimentar um sentimento de mal-estar, tensão, alerta, irritabilidade e dificuldades de concentração. Habitualmente, é uma experiência que passa pelo corpo através de uma sensação de aperto no peito, falta de ar e um “nó no estômago”, impressão de ter o coração a bater muito depressa, mãos a suar, pernas e mãos a tremer, tremuras e náuseas.

A manifestação da ansiedade é variável, depende da experiência de vida e/ou da personalidade de cada um. Uma das situações mais comuns, é quando estas crises estão associadas a uma depressão ou a um receio de perda na vida da pessoa.

Quando os sintomas são muito intensos é importante procurar tratamento psicológico. Poderá ser necessário a prescrição de medicação psicofarmacológica por parte de um especialista, de forma a reduzir os sintomas ansiosos, mas sempre em complementaridade com uma psicoterapia. É necessário compreender o que está a acontecer na vida da pessoa para estes sintomas serem despoletados naquele momento. É através do percurso terapêutico que se constrói a oportunidade de dar sentido à angústia, e assim provocar mudanças duradouras!

A ansiedade tem assim uma íntima relação com o perigo, real ou imaginário, interno ou externo, consciente ou inconsciente e é variável consoante a experiência de cada um. As perguntas que podemos fazer a nós mesmos quando estamos ansiosos é: De que tens medo? O que receias que aconteça?

Curiosamente, o pensamento é que nos “safa”! Quando temos a oportunidade de pensar verdadeiramente sobre os nossos medos, e contra todas as expectativas que pudéssemos ter, conseguimos encontrar soluções tranquilizantes. É natural, que em situações de grande sofrimento a capacidade para pensar fique fortemente afectada, pelo que é necessário a ajuda e apoio de outra pessoa.

 

Alexandre Silva

(Psicólogo Clínico)

3 Comments on “Aii… as crises de ansiedade!

  1. Ansiedade é um sintoma terrível, que não sei como controlar. Muitas vezes vem de repente, queremos controlá-la, mas é muito difícil… Tento respirar fundo e tento pensar coisas boas, mas muitas vezes o cérebro parece que está bloqueado e a agitação interior é horrível.

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  2. E concordo com tudo o que disse sobre a ansiedade, foi um comentário que mexeu bastante comigo.
    Tenho um comprimido milagroso victan que me faz acalmar, supostamente só para tomar em SOS… mas recorro a ele com bastante frequência :(((
    Como trabalho diretamente com público tenho mesmo de controlar nem que seja com a “ajuda Victan”, em casa é mais complicado porque tenho vários tipos de reações e ás vezes pensamentos menos bons…(((

    Sónia Santana

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    • Olá Sónia,
      Ainda bem que gostou do artigo. Compreendo que tenha a impressão de não conseguir controlar a ansiedade. Os comprimidos são importantes para reduzir os sintomas, e como diz permitir-lhe trabalhar. Afinal de contas todos precisamos de ganhar a vida. No entanto, seria importante a Sónia procurar perceber o tipo de situações que a deixam ansiosa ou se está relacionado com acontecimentos que se estão a passar na sua vida. Quando fala de vários tipos de reacções e pensamentos menos bons, não percebo bem do que está a falar? De qualquer forma seria importante levar este problema a sério e ter algum tipo de acompanhamento psicológico
      Para além dos medicamentos, existe um outro tipo de respostas, que por vezes nós não damos o devido valor mas têm um efeito imediato na redução da ansiedade. A prática desportiva tem esse efeito, bem como, aprender a fazer exercícios de relaxamento, de respiração abdominal por exemplo!
      Continue a participar do blog que terá sempre uma resposta!

      Alexandre Silva

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